Luiz Gustavo Anjos
Profissional da AtlasGov.
A pandemia da Covid-19 em 2020 mudou muitas coisas no cotidiano de pessoas e empresas. A necessidade de investir em tecnologia e a adoção do trabalho remoto impactaram a interação com as partes interessadas (stakeholders) e, consequentemente, a própria Governança corporativa. Com isso, a transformação digital se tornou uma pauta que ganha espaço em Conselhos de Administração.
Neste artigo, você entenderá o que é a transformação digital, qual a importância deste tema, quais são os desafios para a sua implementação e qual o papel da sua organização frente a esta tendência do mercado.
A transformação digital ocorre quando empresas dispõem de tecnologias para corrigir problemas e otimizar processos, impactando em desempenho, produtividade, agilidade e eficácia do negócio.
Por qual motivo você escreve e-mails, costumeiramente, ou usa ferramentas digitais de comunicação ao invés de elaborar uma carta física para enviar por correio? A resposta dessa pergunta parece ser óbvia: porque a tecnologia nos trouxe soluções de comunicação mais simples, rápidas e acessíveis.
Assim, as novas tecnologias, à medida que chegam, tornam outras ferramentas e processos dispensáveis. Até porque, às vezes, um modo ultrapassado de lidar com uma demanda pode não se comportar bem frente às peculiaridades e necessidades da atualidade. Imagine se você tivesse que redigir Atas de Reunião em uma máquina de escrever, por exemplo.
Pode-se afirmar, portanto, que a evolução digital nas empresas visa garantir que métodos e ferramentas não se tornem defasadas em relação às características atuais do mercado. É um processo que cumpre o objetivo construir um ambiente mais moderno na organização e, consequentemente, melhorar os resultados.
Para que isso seja implementado em sua empresa, a primeira questão que se deve ter em mente é: esta mudança deve partir de uma mudança estrutural no seu negócio. A tecnologia deve ter um papel estratégico fundamental na sua organização, e não apenas superficial. Isso significa que processos, políticas e estratégias precisam ser repensados a partir da ótica das tecnologias digitais.
Por conta disso, a transformação digital começa na <a style="text-decoration: underline;" href="https://welcome.atlasgov.com/blog/governanca/governanca-corporativa-o-que-e/" rel="noopener">Governança corporativa</a> do seu negócio. A Alta Administração dará o tom às demais instâncias da organização neste processo de conversão.
A pandemia acelerou a decisão de investimento em tecnologias que facilitem a administração da empresa, como o software de Governança. Porém, esta transformação digital precisa chegar até as mesas dos Conselhos de Administração. O principal órgão de Governança deve ter proatividade e participação direta na escolha dos caminhos para o processo de transformação digital.
Em outras palavras, a digitalização da Governança corporativa é uma pauta indispensável para o Planejamento Anual de reuniões do Conselho da sua empresa. E quais são os benefícios de digitalizar a sua Governança? É o que descobriremos a seguir:
A seguir, confira algumas motivações para que o Conselho de Administração da sua organização discuta sobre as possibilidades de se aliar a esta tendência:
Como foi dito em um exemplo anterior, muitos processos já são ultrapassados e dispensáveis frente às características atuais do mercado. Muitas empresas, inclusive, já aposentaram seus arquivos e passaram a trabalhar com recursos tecnológicos proporcionados pela computação em nuvem. Assim, o armazenamento e a busca de informações se tornam mais simples e centralizado. Isso resulta em otimização do tempo e eficiência. Quanto tempo você gasta hoje para buscar uma ata em arquivos físicos? Já pensou em digitalizá-lo?
A transformação digital aplicada a processos organizacionais traz ganhos relevantes. Processos produtivos, de gestão de trabalho e desempenho, logísticos, administrativos e vários outros podem ser digitalizados e automatizados. Isso tudo ajuda a ter mais competitividade no mercado, redução de custos e aumento de eficiência para os consumidores de produtos e serviços da sua organização. Concorrentes à frente neste aspecto estão na liderança de seus mercados, conquistando a nova geração de clientes e também a carteira de empresas obsoletas.
Todos os anos cresce exponencialmente o volume e formas de ciberataques a empresas. No Brasil, o Wannacry, um ransonware que se espalha pela rede a partir de um funcionário que abre um arquivo (posteriormente, criptografa os dados e pede um resgate em dinheiro para liberá-los), paralisou operações do INSS e afetou organizações como Petrobrás, Telefônica/Vivo, Santander, tribunais de justiça do país e milhares de outras entidades. Isso custou não somente o resgate, mas também a reputação destas organizações.
Esta escala de ataques cibernéticos atinge organizações de todo o mundo. Em termos de dados pessoais, foram milhares de ataques apenas em 2020, atingindo desde organizações privadas de grande porte (como os hotéis Hilton e a Honda) a entidades como a Receita Federal Brasileira e o Ministério da Saúde. Portanto, é função do Conselho de Administração estudar o assunto e fazer o que estiver ao seu alcance para evitar situações como essa. A negligência neste caso pode ter um preço muito elevado.
Parcela relevante das vendas e do crescimento das organizações na próxima década virá por meio de canais digitais. A decisão do cliente está cada vez mais direcionada a serviços e produtos oferecidos pela internet, com suporte online, informação centralizada e em tempo real. A transformação digital das vendas é um passo obrigatório para organizações que queiram crescer, e é papel do Conselho criar um ambiente de crescimento que propicie oportunidades para aquisição e manutenção dos melhores talentos.
Um dos papéis do Conselho de Administração é aumentar de forma consistente o valor de sua organização. O mercado é unânime em diferenciar organizações “da velha economia” e empresas com parte ou a totalidade de seus processos baseados em transformação digital. As recentes ofertas públicas de ações mostraram empresas avaliadas por múltiplos de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e empresas avaliadas por múltiplos de receita. Com uma boa margem de segurança, é possível afirmar que as empresas que largaram na frente na corrida da transformação digital alcançaram precificações melhores em suas ofertas.
Além do mais, a comunicação entre os colegiados é uma das áreas mais impactadas pela digitalização da Governança. Isso porque há ferramentas que permitem agendar reuniões com facilidade, rastrear documentos e dados com velocidade, organizar as informações de maneira transparente e acessível etc. Tudo isso faz o relacionamento entre órgãos da Governança ser mais fluido.
Evidentemente, existem também obstáculos para que este processo se concretize em uma empresa. Vejamos alguns desafios da evolução digital da Governança:
A nova mentalidade das lideranças é que definirá o grau de sucesso dessa transformação. Se os gestores forem fechados para mudanças, a Governança conservará seu estado e, com o tempo, poderá se transformar obsoleta.
Talvez, outro ponto a se observar é a dificuldade dos agentes da Governança para lidar com novas ou muitas tecnologias. Como ocorre a comunicação entre os colegiados na sua empresa? Utiliza-se e-mail? WhasApp? Telegram? Outras ferramentas? Tudo junto e separado?
À medida que as tecnologias de comunicação ajudam, elas também podem atrapalhar. Como lidar com tantos canais? Quais devem ser priorizados? Trabalhar com diversos meios pode gerar confusão e até mesmo fazê-lo perder tempo.
Este é o seu caso? Se for, saiba que isso pode ser resolvido facilmente. Basta escolher bem a ferramenta que será adotada para a digitalização da sua Governança. Para ajudá-lo, elencamos a seguir algumas perguntas relevantes para a definição de um software de Governança.
Veja abaixo algumas observações que podem lhe auxiliar na escolha de um portal de Governança para a sua empresa:
O provedor do portal possui uma área de cybersegurança no Brasil? Quais os procedimentos que esta área executa mensalmente? Você pode, caso queira, pedir acesso a relatórios da área para verificar a execução destes procedimentos?
Quais os recursos de segurança do portal? (exemplos: múltiplos fatores de autenticação, marca d’água em todos os documentos, autorização e gestão de sessões, autorização e gestão de dispositivos, criptografia em banco de dados, trava de download de documentos, permissionamento granular etc.).
Há testes de intrusão e segurança e com qual frequência eles são realizados? Peça para verificar o último teste feito.
Em caso de perda ou roubo de equipamento, é possível derrubar o acesso da sessão ou o dispositivo de forma remota?
Experiência do Usuário (UX) e Interface do Usuário (UI) guardam muita relação com a época em que o portal foi desenvolvido e com as tecnologias e metodologias disponíveis (quanto mais recente, melhor). Pergunte ao fornecedor em que ano o portal foi desenvolvido e qual foi a última mudança relevante de linguagem de programação ou recursos de interface gráfica.
Todos os usuários conseguem acessar diretamente via nuvem ou é necessário instalar algum programa complexo no computador?
Se um conselheiro atuar em mais de uma organização, ele vai precisar ter dois logins diferentes ou o sistema vai entregar na mesma tela as informações das duas organizações?
Além de chat/mensageria (básico), quais as formas de comunicação e interação entre os usuários do portal? É possível trabalhar de forma colaborativa na preparação da reunião, na resolução de pendências e na gestão de projetos estratégicos?
O portal possui recurso de identificação dos documentos baixados por cada usuário (marca d ́água)?
O portal conta com diferentes perfis de permissão de acesso à informação dos usuários?
O portal indexa a informação e tem uma funcionalidade para facilitar a busca instantânea e inteligente dessa informação com uso de inteligência artificial?
O portal possui gestor de projetos com as ferramentas mais comuns do mercado? (Kamban, Gantt etc.)
Os conselheiros podem consultar o andamento dos projetos estratégicos que eles aprovaram de forma integrada?
A gestão de ações e projetos é simples e intuitiva?
Todos estes e outros questionamentos são expostos em nosso ebook “Como escolher um portal de governança”, um guia com os principais tópicos para a definição de um software de Governança. Faça agora mesmo o download gratuito e descubra outras dicas importantes sobre a digitalização da Governança.
Um Conselho de Administração “analógico” – ou seja, sem um software de Governança – tem menores chances de promover a digitalização dos processos. Um Conselho “analógico” é mais exposto aos riscos de segurança cibernética, e tende a ser menos eficiente, entregando menos crescimento e menos valor à sua organização.
Os portais de Governança são softwares pensados para atender as necessidades do dia a dia dos colegiados. Deixar os processos manuais e morosos para dar lugar à digitalização da sua Governança Corporativa permitirá que mais tempo seja aplicado às questões estratégicas de sua empresa.
A questão agora é como escolher o melhor portal de governança para a realidade da sua organização. Baixe nosso ebook gratuito e descubra como escolher o portal certo para a sua empresa!
Profissional da AtlasGov.